Financiamento solar com juros: por que a parcela ainda fica menor que a sua conta de luz

juros do financiamento solar

Existe uma frase que aparece em quase todas as negociações de energia solar quando chega a hora de falar de financiamento: os juros estão muito altos. E sabe o que respondemos aqui na All Sol? Que a observação está correta. Juros de financiamento no Brasil não são baixos, nunca foram, e fingir o contrário seria insultar a inteligência de quem está do outro lado da mesa. Mas existe um erro de análise escondido nessa objeção, um erro que mantém milhares de famílias pagando caro pela energia por medo de pagar juros, sem perceber que já estão pagando algo muito parecido com juros há anos, todos os meses, sem contrato, sem prazo e sem nada em troca.

Neste artigo, a equipe da All Sol Energias Renováveis faz a conta que quase ninguém apresenta com honestidade: a comparação entre financiar um sistema de energia solar pagando juros e continuar pagando a conta de luz que reajusta para sempre. Você vai entender por que a parcela do financiamento, mesmo com juros embutidos, costuma ficar igual ou menor que a fatura atual, por que o tempo joga contra quem espera e como avaliar uma proposta de financiamento do jeito certo, olhando para os números que realmente importam.

Índice

  1. A pergunta errada e a pergunta certa
  2. O juro invisível que você já paga para a concessionária
  3. Como a parcela consegue ficar menor que a conta, mesmo com juros
  4. E quando a parcela fica um pouco acima da conta atual
  5. O custo de esperar os juros caírem
  6. Faça a conta com os seus números, não com os do vizinho

A pergunta errada e a pergunta certa

Quando alguém avalia um financiamento tradicional, a pergunta natural é quanto vou pagar de juros. Faz sentido para um carro, para uma viagem, para qualquer bem que cria uma despesa nova no orçamento. Mas o financiamento de energia solar tem uma natureza diferente, porque ele não cria despesa nova, ele substitui uma despesa que já existe. Você já paga pela energia que consome, e vai continuar pagando por ela pelo resto da vida de um jeito ou de outro. A escolha real não é entre pagar ou não pagar, é entre continuar pagando a versão sem fim dessa despesa ou trocá-la pela versão com data para acabar.

Por isso, a pergunta certa não é quanto custam os juros, e sim: a parcela do financiamento cabe dentro do valor que eu já gasto com energia? Quando a resposta é sim, e nos projetos bem dimensionados ela costuma ser, a discussão sobre a taxa perde boa parte do drama. Se você paga R$ 1.000 de conta de luz e passa a pagar R$ 900 de parcela mais a taxa mínima da distribuidora, o seu desembolso mensal ficou praticamente igual. A taxa de juros está lá dentro, embutida na parcela, e mesmo assim o seu orçamento não piorou. O que mudou foi o destino do dinheiro e o horizonte: antes, pagamento perpétuo por um serviço; agora, quitação progressiva de um patrimônio que explicamos em detalhes no artigo sobre trocar a conta de luz pela parcela do financiamento.

O juro invisível que você já paga para a concessionária

juros do financiamento solar

 

Vamos dar nome ao que acontece com quem decide não financiar por causa dos juros. Essa pessoa continua pagando a fatura cheia, e a fatura cheia tem um comportamento muito específico no Brasil: ela sobe todo ano. Reajuste tarifário anual, revisões periódicas, bandeiras que encarecem os meses de geração desfavorável e uma cobrança em escala crescente sobre o setor, mecanismos que destrinchamos no artigo sobre por que sua conta de luz nunca para de subir.

Saiba porque sua conta de luz nunca para de subir: como a energia solar te protege dos reajustes anuais

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Agora observe a estrutura disso. Um valor que você paga mensalmente, que aumenta em percentual todos os anos, sem prazo de término e sem construir patrimônio nenhum. Qual é a diferença prática entre isso e um financiamento com juros? Apenas uma, e ela pesa contra a conta de luz: o financiamento acaba, a fatura não. O reajuste anual é, na prática, um juro que você paga sem ter assinado contrato, aplicado unilateralmente, sobre uma dívida que nunca amortiza. Quem recusa o financiamento solar para fugir dos juros está, sem perceber, escolhendo a modalidade de juros mais cruel que existe: a perpétua.

Coloque números nessa lógica. Uma família com conta de R$ 1.000 mensais desembolsa R$ 12.000 por ano. Com os reajustes acumulando, em poucos anos essa mesma família estará pagando R$ 1.100, depois R$ 1.200, e o desembolso de uma década facilmente ultrapassa R$ 130.000 sem nenhum ativo formado. O sistema que atenderia esse consumo custa uma fração disso, e mesmo somando todos os juros do financiamento ao valor do equipamento, o total pago pelo sistema quitado fica muito abaixo do que a concessionária levará no mesmo período. A comparação não é apertada, é desproporcional.

Como a parcela consegue ficar menor que a conta, mesmo com juros

Parece contraintuitivo à primeira vista: se o sistema custa dezenas de milhares de reais e ainda tem juros por cima, como a parcela cabe dentro da conta de luz? A resposta está na combinação de três fatores que o parceiro financeiro especializado da All Sol estrutura em cada proposta.

O primeiro é o prazo. Financiamentos de energia solar trabalham com prazos longos justamente para diluir o valor total em parcelas compatíveis com a fatura que o cliente já paga. O sistema é um bem de vida útil longa, de 25 anos ou mais, então faz todo sentido financiar em uma fração desse tempo e aproveitar décadas de energia com custo marginal próximo de zero depois da quitação.

O segundo é o dimensionamento correto. Um projeto sob medida, calculado sobre o histórico real de consumo como descrevemos no artigo sobre projeto de energia solar, evita que você financie placas desnecessárias. Cada real de equipamento a mais é juro a mais na parcela, e é por isso que o kit genérico superdimensionado sai caro duas vezes.

O terceiro é a própria economia gerada. A partir da ativação, sua fatura da concessionária cai para o residual, aquela taxa mínima detalhada no artigo sobre o que sobra na conta depois da energia solar. O dinheiro que ia para a distribuidora fica livre no orçamento exatamente no montante necessário para absorver a parcela. Em outras palavras, o sistema ajuda a se pagar desde o primeiro mês de funcionamento. É essa engrenagem que permite estruturar propostas onde o desembolso total do cliente, parcela mais taxa mínima, fica na faixa do que ele já gastava, e em muitos casos abaixo.

E quando a parcela fica um pouco acima da conta atual

Transparência exige tratar também do cenário menos confortável. Dependendo do perfil de consumo, do prazo escolhido e das condições de crédito aprovadas na análise, que é sempre individual como explicamos no artigo sobre crédito para energia solar, a parcela pode ficar um pouco acima da fatura atual. Esse cenário derruba o negócio? Não necessariamente, e a avaliação correta olha para dois elementos.

Veja mais sobre crédito facilitado para energia solar: como funciona a análise e quais são os caminhos de aprovação.

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O primeiro é o horizonte do reajuste. A sua conta de luz de hoje não é a sua conta de luz de daqui a dois anos. Se a parcela ficou R$ 100 acima da fatura atual, os reajustes da tarifa encurtam essa diferença ano após ano, enquanto a parcela do financiamento permanece fixa e contratada. Em pouco tempo, a fatura que você pagaria ultrapassa a parcela que você paga, e daí em diante a vantagem só cresce. O segundo elemento é o que existe no fim de cada caminho. No fim do financiamento existe um sistema quitado, valorizando o imóvel e gerando energia por décadas. No fim do caminho da fatura não existe fim. Pagar temporariamente um pouco mais para chegar a um destino é diferente de pagar para sempre para não chegar a lugar nenhum.

O custo de esperar os juros caírem

Resta a última versão da objeção: vou esperar os juros baixarem para financiar. O raciocínio parece prudente, mas ignora três contadores que continuam rodando durante a espera. O primeiro é a fatura cheia paga mês após mês, dinheiro que não volta. Um ano de espera com conta de R$ 1.000 são R$ 12.000 entregues à concessionária, valor que cobriria uma parte relevante do próprio sistema. O segundo é o reajuste da tarifa, que torna o ponto de partida mais caro a cada ciclo. O terceiro é o calendário do setor, com condições regulatórias que avançam em escala programada, como mostramos no artigo sobre os reajustes.

E existe um detalhe financeiro que poucos consideram: se os juros de fato caírem no futuro, quem já financiou pode buscar a portabilidade ou a renegociação do contrato nas condições novas. Ou seja, quem instala agora captura a economia imediatamente e mantém a porta aberta para melhorar a taxa depois. Quem espera não captura nada e ainda paga pedágio crescente enquanto aguarda um cenário que pode demorar. Entre os dois movimentos, a matemática favorece consistentemente o primeiro.

Faça a conta com os seus números, não com os do vizinho

Tudo o que este artigo apresentou em lógica e exemplos, a All Sol Energias Renováveis apresenta em números reais na sua simulação. Chame nossa equipe no WhatsApp ou solicite sua cotação pelo site, envie uma conta de luz recente e receba a comparação completa: o valor da sua fatura projetada com reajustes pelos próximos anos, o valor da parcela do financiamento dimensionado para o seu consumo, o desembolso total em cada caminho e o momento exato em que o sistema se paga.

A proposta vem com tudo aberto, taxa, prazo, valor financiado e custo total, porque cliente bem informado é cliente que fecha com segurança e indica depois. Os juros são reais e estarão lá, visíveis. A economia também é real e estará lá, maior. Entre pagar juros com prazo para acabar e pagar reajuste para sempre, você merece decidir vendo os dois lados da conta. A All Sol coloca essa conta na sua mão em poucos minutos, sem custo e sem compromisso. O que a concessionária nunca vai fazer por você, a gente faz agora.

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